quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Pero te extraño



Sinto sua falta,
Como sentem
As noites sem estrelas,
Como sentem as manhãs belas.
Não estar contigo, por Deus,
Como me causa dano.

Sinto sua falta,
Quando ando, quando choro, quando rio;
Quando o sol brilha,
Quando faz muito frio;
Porque te sinto
Como algo muito meu.

Sinto sua falta,
Como as árvores sentem a falta do outono.
Nessa noites
Quando não consigo dormir.
Não imaginas, amor,
Como te quero.

Sinto sua falta,
Em cada passo que dou solitário.
Cada momento que
Estou vivendo diariamente.
Estou morrendo, amor,
Porque sinto sua falta.

Sinto sua falta,
Quando a aurora
Começa a dar suas cores.
Com tuas virtudes, com todos os teus erros.
Por tudo que quiseres.
Não sei,
Mas sinto sua falta.

Sinto sua falta,
Como as árvores sentem a falta do outono.
Nessa noites
Quando não consigo dormir.
Não imaginas, amor,
Como te quero.


Mas sinto sua falta.
Sinto sua falta, sinto sua falta.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

NUNCA...

Nunca me imaginei inconsequente, mas fui.
Nunca me imaginei tão infantil, mas fui.

Nunca imaginei que todas as minhas palavras pudessem se dissolver em um instante de impaciência e dor em pura e incontrolável simbiose,
mas dissolveram.

Agora resta-me apenas calar diante do
silêncio que se fez, silêncio cortante e profundamente constrangedor das muitas palavras mencionadas. 

Resta-me esperar pelo que não se sabe ou sequer se pode saber se realmente vêm. Vêm de forma bela como eu bem conheço. Vêm de forma fria como eu estou conhecendo.

Nunca pensei não ser possível o passar dos minutos...
O mudar das paisagens ... 
O andar da vida...

No respirar das horas revejo cenas, 
interrogo-me do significado delas,
faço de mim incógnita diante da situação, 
não me reconheço.

Revejo olhares, palavras e fins. 
Nunca imaginei que agora só me resta esperar.


 
10/08/11

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Memórias da casa

 Quarto de cortinas leves e claras protegem sem muito esforço teu sono de anjo. Deixo à soleira da porta um pequeno bilhete e enfeito seu dia com beijos doces e carinhosos.
Um sorriso próprio de menina envergonhada junto das palavras exatas do que está pra se tornar mulher. 
Cheiro de café, pão quente pra saciar tua fome.
Dia claro de luz contida pelas janelas fechadas.
Carinhos e amores expostos pelos seres nem tanto esquecidos
daquilo que são.
Relógio deixado por cima das estantes,
vidas fora de casa esquecidas por ambas as partes,
corpos entregues aos amores antes contidos. 
Mãos unidas, porém separadas por pensamentos e causas.
Fases de uma vida sentida a dois.
Uma vida que nunca houve na verdade,
mas de tão desejada,
vai e volta nos quartos da memória.


                                                                                     20/06/11

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Consequências




Liberdade de sorrisos, de sentimentos.
Liberdade de opiniões de contradições.
Liberdade vigiada e viciada.
Vício no cheiro e no gosto.
Vício de luta de culpa. 
Culpa recebida e assumida.
Culpa devolvida.
Devolução sentida e querida.
Querido amor.
Querido sabor.
Sabor de saudade, sabor de ausência.
Ausência vivida e sofrida.
Vida, consequências traçadas.  



                                                                                                        15/06/11