segunda-feira, 28 de novembro de 2011

ESCRITOS






Crio poesias, faço cartas, rasgo amores,
Encubro tudo com minhas palavras soltas e unidas,
encubro a tristeza do olhar,
deixo explícita a saudade,
as dolorosas e prazerosas sensações
que chamo de sentimentos
transbordam do lápis em forma de estrofes desformes e sem rimas.
Expressão máxima do tudo e do nada,
métricas, formas, espaços,
escolhas de palavras que eu nem escolhi.
Tudo se contradiz, condiz,
nos confins das linhas do caderno de pauta.
Nas letras erradas do que escrevo,
das confusões que descrevo,
no alto relevo
do papel que não apago.
27/11/11

terça-feira, 15 de novembro de 2011


Moldura





A beleza é o acordo entre o conteúdo e a forma.
O conteúdo dito, o conteúdo falado
os sentimento em si fazem sua forma.
Tua forma de pensar de agir.
Mãos delicadas impostas sobre as pernas mostrando timidez
ou sob o queixo em mostra de curiosidade.
Forma de expressão, como devo fazer?
Conteúdo de suas literaturas,
de suas cores,
de seus sons...
Conteúdo de alma branda e branca,
de coração encarnado e encorajado no pouco pelo belo.
Bela forma de ser,
bela e pura forma de olhar,
olhos simples de expressão forte,
expõe minha forma e conteúdo
como um espelho recém-comprado,
sem manchas,
desfeito das máscaras,
olhos sóbrios e cheios de significados.
Qual a diferença entre o conteúdo e a forma?
É o esquadro de quem olha. 

·         Por  Paloma e Juracy numa conversa de facebook.
15/11/11

domingo, 16 de outubro de 2011


Abstrair...se.


Sair de si é compreender-se
é viver-se em essência,
não apenas nos atos ou atitudes. 
Compreender o belo,
o lúdico,
os sonhos, os planos...
Sair de si é ver o cinza-dor que existe hoje,
o verde-força que há na alma.
Sair de si não nos torna fracos
nem traz motivos de vergonhas...
Sair de si muitas vezes, revela o bom
e traz os medos,
afastas os preceitos
e reluz as cores da alma.
Sair de si nos torna conhecedores
de uma alma que é só sua
e te permite viajar em espaços
que antes eram revertidos de mistérios.
Sair de si é a aventura errante que todo ser preso
sonha nas noites de claustro na verdade suja do ser humano.


16/10/11
 

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Jogo de cores

 



Desbotar dos papéis em tons de idade contam ao poeta uma história cheia de cores que um dia houve.
O azul apaixonou-se pelo amarelo, 
mas o contrário não aconteceu.
O azul viveu e o amarelo descobriu.
O azul sentiu, o amarelo camuflou-se.
O azul doou o amarelo recebeu e mudou a cor do azul.
O azul quis mais do amarelo, contudo, este esquivou-se.
O amarelo não pintou seu dia de azul, 
não sentiu sequer o sabor de vida.
O azul provou do amarelo em essência. 
Ele o presenteou.
No fim... 
Do que tinha de amarelo irradiou-se a cor, 
e o azul ninguém mais vê, 
ninguém mais sabe, 
não é possível enxergar nada além do amarelo inebriado.
 
07/10/11