quinta-feira, 8 de março de 2012

Anjo mulher




Marcada  pelas cicatrizes de ser quem é,
reconhecida em essência, pelas cores da foto polaroide.
Escolhida por Deus pra ser mãe, esposa, heroína todo dia.
Mulheres de fibra, de garras e língua afiadas.
Trabalhadoras, mantenedoras do lar. 
Anjo de asas marcadas pela dor da vida e pela dor do mundo.
Sensíveis às injustiças humanas, 
impenetráveis como rochas feridas, 
transparentes como água. 
Insatisfeitas de si, defeituosas de tamanha perfeição...
Inconsistentes, incoerentes, inversamente sentimentais,
Variadas, vaidosas, formosas...
Habituadas a ser tudo e nada ao mesmo tempo.
Inteligentes, criativas, instintivas...
Envergonhadas, tímidas, extravagantes, 
expressivas, estonteantes.
Beleza pela qual é impossível medir o tamanho.
Pureza produto de Deus que habita em cada anjo...
Anjo-mãe, anjo-mulher, anjo-presente, anjo-arma,
anjo-ser...
Anjo caído, mandada pelo Pai para ser... MULHER!

08/03/12

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Quem sou eu.
   


Descansar no colo cansado, ordenar a desordem dos pensamentos.
Os desvarios já não variam tanto nas imagens que a minha mente produz.
As correntes estão em funcionamento contínuo de tanto que os conformes
não se conformam com o fim da vida dos insólitos dias sem conclusão.
Os acordes da música desafinaram com a afinação da orquestra de mim.
Desbotaram todos os tecidos na nova pintura que se fez,
descoloriram meu cabelo tanto quanto desfizeram minhas certezas.
Mas tudo tem seu rumo e motivo de ser...
Deus jamais permitiria tanto se não fosse pra crescer,
desfazer pra tudo fazer melhor.
Desencontrei a linha de antes,
mas agulha já estava com uma linha nova pra tecer os novos laços.
Os cabelos apareceram de nova cor.
Os desvarios...
Ah!.. Esses ficaram na cabeça,
mas com o propósito de recomeço. 
E as certezas todas desfeitas se fazem aos poucos de um modo nunca antes imaginado.
Quem sou eu?
Estou descobrindo,
mas de uma coisa tenho certeza:
EU SOU O QUE DEUS PENSA DE MIM!
                                         (Santa Teresinha e eu...rs)

  01/02/12





sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O equilibrista



Meu silêncio grita,
meu olhar entrega,
mas ninguém percebe,
Mas porque não percebem?
Os olhos estão perdidos na escuridão do mundo
sem caminho,
sem rosto,
sem sombra,
sem luz de vida,
sem destino certo,
sem norte correto,
sem exemplos de sonhos
sem contos e encontros.
Sobra-me o olhar à procura do bom
que há no mundo..
no pássaro que passa,
na flor que desabrocha,
na gota de orvalho que cai na grama verde
onde o jardim se faz por cima.
Fico com o pequeno..
com o olhar da criança.
com o sorriso da namorada,
com o poste sem luz e
a lua radiante,
com o jogo das palavras,
com o toque das mãos,
com a arte do palhaço abandonado
no circo entre malabares e leões...
Entre cordas...
Equilibra-se no fio tênue
que os desejos produzem..
Fio tênue do sonho que a infância presenteou.

13/01/12

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012



Hoje

O mundo corre, 
os passos rápidos esquecem de sentir.
A vida não traz sentidos, 
esqueceu-se de tudo que importa.
Esqueceu-se o toque,
Esqueceu-se a lágrima,
Esqueceu-se o gosto.
Os sentidos automáticos 
perdem o sorriso
não vivem a essência,
dissemina o belo.
Desacostuma o espontâneo,
Dissolve o ser.
Os olhos se perdem,
os corpos crescem,
os sonhos vão embora,
o sabor se desfaz.
Desfragmentou-se o ser!


09/01/12