domingo, 10 de janeiro de 2016


Hoje, ao amanhecer, 
deparei-me com ódes de prazer por uma certa bagunça que causei.
Ela dizia mais ou menos assim:
“Êta menina bagunceira!!
Você bagunçou minha vida e encheu ela de cor.
Ah! Como eu te amo, minha bagunceira!
Você desfez minha cama, meu cabelo e meu juízo.
Minha menina bagunceira, até anel no dedo aceitei botar, só para poder te ver feliz!
Moça do sorriso fácil e de olho puxado, 
você está mudando minha vida. 
Fazendo dela uma bagunça...e que bagunça boa essa sua!
Hoje, acordo às 4h da matina com teu riso, minha bagunceira. 
Hoje é difícil te deixar ir e, quando vai, desejo que logo volte.
Minha pequena, você mudou minha vida. 
Aceito hoje segurar tua mão, 
oferto a ti pequenos beijos e loucurinhas de amor ao ar livre.
Minha bagunceira, nunca pensei em viver isso, mas sei que você pensou.
Hoje, quero dividir uma vida, uma casa e uma filha “black” com você.
Ah, minha pequena mulher, 
minha bagunceira, 
minha menina, 
você bagunçou minha vida com teus lápis furta-cor.

Minha menina, não mude nunca, 
apenas todos os dias, para que você seja tudo o que te fizer vida.” 

                                                                                08/01/2016

domingo, 22 de junho de 2014








Entre linhas..


Entre floreios e borrões,
traços e estragos.
Apagões.
Entre a cor do hoje e o cinza de amanhã.        
Entre o lábio e o ouvido que escuta.
Entre o lábio e o outro lábio.
Entre o possível e o impossível.
Entre a corda e o pescoço.
Entre a alegria e o choro.
Entre prosas e poesias.
Entre mãos e histórias de vida.
Entre amores e olhares.
Entre lágrimas e sorrisos.
Entre, Esperança!
Você sempre esteve entre nós!

19/03/14

PALOMA MARQUES


É madrugada.
A garganta faz horas que reclama, está seca.
Levanto. Não tem água.
Os olhos, que nem dormiram, percorrem a casa 
de luzes acesas.
Esse turno, diria eu o mais silencioso de todos, 
me agrada.
Acalma a alma.
Permita-me, hoje, ser companhia para mim 
mesma e que meus pensamentos aflorem 
do mais íntimo de mim!
A noite passa e o relógio, com seu “tic-tac”,
marca o que é menos importante agora: o tempo.
A noite é som de vozes em mim
(sem esquecer a música que toca lá fora.).
As cores espatifadas em minhas paredes revelam 
o que a alma cinza perdeu e o seu anseio de respirar, 
ou seria resgatar?
Discordam os transeuntes. Dizem que as madrugadas são feitas para dormir ou 
pertencem apenas aos boêmios. 
Para mim, ela pertence às almas como a minha. 
Inteiras em seus cacos. Inquietas.
Ou à cabeças que pensam demais.
A madrugada é um corte na alma pra alguns, 
o descanso do corpo e dos olhos cansados para outros.
Para os adolescentes, a hora 
de chegar ou fugir de casa.
Para mim, ela traz a lembrança de tudo que fui.
Onde toda a minha cor escorre em lágrimas e emana em risos e expressões que, à luz do dia, se armam de cordas e cadeados.
A madrugada me mostra o que tem de melhor e pior em mim: eu. 


PALOMA MARQUES




                                                                                  22/06/14

DESABAFO



Não é desordem.
Na verdade está tudo tomando o seu lugar.
A verdade pra mim 
tem sabor de sorvete com pipoca
e cores de amor.
Mas de que importa se ela não pode ser vivida?
O que é meu ninguém rouba ou sequer me faz esquecer.
Não se vende aqui uma vida, mas pode ser que morra uma pra que outra nasça.
Os quadros não ficaram ou ficarão esquecidos.
Os couros noturnos menos ainda.
Há sabor em tudo e em tudo há vida!
Há verdade, há vida mesmo que não se queira ver.
Pode ser que tudo suma, que haja afogamentos...
Sufocamentos.            
Pode ser que de tudo só reste incerteza.
Pode ser que a dor vire alegria
ou vire mais dor.
Será isso cólera ou coleira?
Pode ser também que seja amor, 
mesmo que não viva,
mesmo que tudo morra e que, do coração,
a faca transpassada seja parte permanente.
...é pode ser que seja apenas amor...
Vivente de um coração 
que respira por aparelhos, 
respiradores, 
mas que insiste em viver.


PALOMA MARQUES
          
                                                22/06/14

quinta-feira, 14 de novembro de 2013




É dever do amor segurar as mãos,
Distrair os pensamentos,
Arrancar sorrisos e derramar as lágrimas.
Amar dói, mas a dor é tão gratificante que um
pequeno gesto de felicidade é o suficiente pra que seja esquecida.
Amor é música, detalhe, olho e entendimento.
Amor é corda com apenas um nó feito a quatro mãos.
Amor é aliança, enlace, laço.
Amor pode ser fogo que arde,
mas é transmitido na calma de um momento de silêncio.
Minhas lágrimas se fundiram às suas enquanto sorrimos dançando na sala.
Somos uma só, buscamos uma só história.
Nosso amor não é mais a brincadeira de uma ligação
num momento de vontade,
mas insistência do cuidado no momento que tudo falta
e a dor dos espinhos dentre as belas rosas que lhe dei outro dia.
Os acordes de nós se confundiram na letra da canção
que conta a história da Esperança.
Somos mais que belos olhos fixos.
Somos um!


PALOMA MARQUES

domingo, 9 de junho de 2013




Amo-te loucamente como o mar que se agita ao ver a lua cheia
 e brilhante surgir branco-azulada no céu escuro.
Amo-te com as forças de um recém-casado ao olhar a esposa enquanto ela dorme.
Amo-te com a simplicidade daquela que dá a
flor e com o sorriso constrangido de quem recebe.
Amo real e verdadeiramente com o êxtase de um
momento único entre duas almas que se encontraram de tão perdidas que estava em meio a multidão de vozes que o mundo me obriga a ouvir todas as horas de todos os dias.
Não te amo como o bêbado ama uma mulher que conheceu anos atrás e que até hoje bebe por não mais esquecê-la, mas amo na sobriedade que ele tem ao sentir a dor que o leva a beber como quem quer afogar suas dores no desordenado pensamento.
Tenho-te como um diamante límpido, translúcido e duro,
mas simples em sua beleza e que traz mais encantamento no próprio nome
que na própria forma.
Torno-me noite pra participar dos teus dias e
aquele sol que só quer aparecer na medida certa
para esquentar seu corpo nas manhãs frias de outono.
Quisera eu, ser esse amor que te encantaria e traria a mim
como uma mulher não apaixonada,
mas própria da razão daqueles que amam sem motivo algum.

09/06/13

segunda-feira, 13 de maio de 2013





Se havia um vaso para quebrar, o nosso quebrou.
Jogou-se no chão a areia junto com as flores. 
Os rastros dos seus pés ficaram nessas partículas finas de adeus. 
Você se foi com passos incertos e nos deixou escorrer para onde não sabíamos.
O vento espalhou nossa vida e deixou cada grão dessa areia fina em um rio fundo, 
num vaso alheio, 
num corte profundo ou dentro de nossos olhos fundidos 
à essência de nossos desejos secretos.
Daquele dia em diante não fomos mais as mesmas.
Nem sabemos ao certo o que somos. 
Só sabemos que não somos mais.
Onde foi parar aquela areia?
Onde está a nossa vida? 
O que restou de nós quando o vento passou e dispersou tudo o que nos pertencia? 
Não é visto o que se foi.
Lembranças de um passado que sumiu com o vendaval e deixou um espaço vazio,
mas sujo com o que restou de saudade e memória daquilo que somos. 
Novos vasos tomaram o espaço e o nosso foi varrido para debaixo do tapete. 
Escondido. 
Como algo que não pode ser visto.
Como quem não deve ser descoberto pra que seus cacos não se espalhem novamente.
As visitas passam, pisam em nós. 
Somos nada. 
Somos pó. 
Moramos no nada. 
Num espaço apertado, escuro, encoberto, desprovido de nós.

12/05/13

domingo, 7 de abril de 2013




A saudade mata, escorre pelo olhos.
Faz aflorar essências encobertas. 
Ela mostra o que há de bom e ruim. 
Pode ser liberdade que prende em um mundo onde 
há tudo exceto aquilo que você mais busca.
Será um cheiro? Um abraço? Uma voz? Será um não, um sim um colo?
Uma mãe, um pai, um namorado, um amigo, alguém mais especial?
Esse alguém é vivo mesmo quando falta, 
esse cheiro faz sonhar mesmo que distante. 
A voz e o colo, então, esses fazem você se sentir o alguém mais bem cuidado e protegido que pode existir... 
A saudade traz lembranças, nós na garganta, vazio no espaço, no peito.
Falta o ambiente, falta o que era presente, falta a companhia.
Falta o por que cuidar, o por que falar.
Saudade é dor que nunca preenche, 
nunca esvazia nunca esquece ou apaga da memória. 
Saudade é seca, é triste, é cinza. 
Saudade falha os gestos, cala vozes, 
guarda abraços, esconde mãos. Desconserta.
Saudade é um barco solto no meio do mundo. 
Ela leva, guarda só pra ela, 
aperta o peito e se guarda em silêncio..
Saudade é simples, é flor com espinhos...
Saudade é uma lembrança vivida todos os dias.


                                                                                         07/04/13


quinta-feira, 21 de março de 2013






                                       Poema a quatro mãos


[...]
Já fechei os olhos umas três vezes pra ver se como mágica você poderia aparecer...
Sem poder, desejei você por perto...
Já fechei os olhos umas três vezes para tentar ouvir
sua voz cantando canções de intimidade para me adormecer...
Sem poder, desejei lhe ouvir aqui perto.
Outras três fechei meus olhos pra tentar sentir seu cheiro...
Quase consegui, mas os espaços dos tijolos que nos
dividem interromperam o que seria sonho.
Sem poder, desejei as sensações da sua presença aqui por perto.
Despi meus olhos, restou o som da sua falta, a música conhecida e seus olhos infusos à imaginação.


21/03/2013

"Minha mais clichê canção de amor."

sábado, 29 de dezembro de 2012


Feliz ano novo!!!





E tudo então se iniciava.
Tudo era começo, tudo era “novo” e todo mundo ria.
O tempo foi passando, os dias se normalizando
e todos se esqueciam de quem, ainda novo, corria rápido.
A surpresa de todas as horas, os relógios, sempre muitos velozes,
nos lembravam das várias obrigações.
Esquecíamos, aos poucos, dos sentimentos do início.
Os dias que começavam sempre cedo.
Os trabalhos que exigiam sempre mais.
As famílias, quase sempre, só vistas aos sábados e domingos.
Os sóis só lembrados aos fins de semana 
ou quando se iam ao fim do dia.
Os meses se passaram, alguns sonhos 
e metas se realizavam aos poucos.
Olhos se uniam, se separavam, se apagavam, brilhavam. Brilham.
Um novo fim chegou, um novo começo também chega com esse fim.
E então, lembramos dos começos passados,
percebemos o que mudou, nos orgulhamos,
ou não, do que fizemos.
Passamos os dias percebidos, ou despercebidos.
Passamos as horas fazendo tanto que não vimos as horas passando.
Façamos do ano que chega não só metas,
e desse começo, que é só projeto, o início de toda tarefa realizada.
NADA SE FAZ SE POR UM BOM PROJETO NÃO FOR ENCAMINHADO.
Que o champanhe e as uvas sejam os primeiros doces 
desse ano que vai nascer,
que os sorrisos e desejos sejam os primeiros de todos os dias
e que não seja necessário sofrer pra lembrar-se dos amigos e de como sorrir e ser feliz é bom!!
Que esse começo ultrapasse o 1º de janeiro.
Feliz 2013!!!

 29/12/12

domingo, 11 de novembro de 2012


Talvez amanhã o sol brilhe de verdade...
Talvez amanhã tudo seja chuva.
Talvez amanhã deixemos o relógio...
Talvez amanhã tenhamos muito a fazer e tempo curto.
Talvez amanhã nada seja o que eu quero.
Talvez amanhã eu seja um sonho que tenho hoje.
Talvez amanhã não seja amado como hoje.
Talvez amanhã eu seja mais amado que ontem.
Talvez hoje eu não olhe o horizonte, 
talvez não veja as estrelas vivas e ofuscantes.
Talvez hoje eu não tenha vontade e só queira dormir 
sozinha e talvez amanhã eu queira tudo, 
inclusive uma vida pra dividir.
Talvez hoje não seja nada, mas a manhã pode ser tudo pra mim.
Talvez amanhã eu olhe pra traz...
Talvez amanhã eu chore ao lembrar...
Talvez amanhã eu seja feliz, 
pois foi hoje que fez do meu amanhã o sonho que eu quis.

10/11/12

terça-feira, 9 de outubro de 2012








Meu sonho era poder escrever com a mesma profundidade que uma alma
artista escreve, poder me perder em palavras sozinhas e agrupadas em ideias e ideais.
Meu sonho essa sensibilidade inegável dos escritores de corpo, 
que movimentam poesia como movem sua mão e conduzem o lápis ao ápice de sua existência: 
A CRIAÇÃO! 
Meu sonho esses olhos marcados por traços de uma dor e um ardor que só se traduz 
em palavras e que nada mais pode não ser, senão texto em rima e prosa.
Meu sonho enfim, é ser aquela escritora que, mesmo não tendo quem a 
leia do mesmo modo que escreve, seja assim: simples, bela, delicada... 
Uma escritora de alma.





08/10/12



domingo, 7 de outubro de 2012



Dificuldades todos os dias nos assolam e nos trazem a ilusória certeza
de que Deus realmente só pode ter esquecido de nós.
Nossa essência não é a mesma, nossa paciência já se foi,
 nosso sorriso nos pergunta onde foi parar o louvor e a alegria,
 nossas atitudes nos questionam o que é ser, hoje, vocação Recado.
Diante de todos os empecilhos, os pés se confundem,
as línguas se enroscam ao falar,
os serviços enfraquecem,
as vozes não cantam as artes murcham.
Onde está a força?
Onde era mesmo que deveríamos estar?
Como mesmo podemos proceder?
Como mesmo devemos agir?
Qual a pergunta é hoje realidade?
Qual o porquê hoje faz parte de você?
Qual o motivo?
Deus vê causas, responde porquês, desenha caminhos,
reconstrói vocações, sustenta, faz alianças e alicerces.
Deus vê olhos, molda artistas, lapida pessoas.
Liberta-nos de dúvidas e nos guia nas ações.
Onde mesmo devemos estar..?