terça-feira, 10 de julho de 2012

Sal...


A falta mostra que nada além de um oceano pode nos separar,
mas mesmo assim, se permanece perto, por que você está longe,
mas eu estou aqui e você está sempre em mim...
Você está comigo.
A saudade é o choro da mãe que arruma o quarto de um filho que não voltará,
é lembrar-se do cabelo ao olhar o trigo,
é pensar em muitas cores e enxergar um sorriso lindo.
É lembrar-te, Olívia, pelas páginas de um belo livro.
A saudade é a expressão maior da falta do outro.
É a solidão compartilhada.
Saudade é importar-se, é cuidado. 
Saudade é ouvir música... é ouvir a nossa música.
Saudade...
Saudade...
Saudade...
Sal da idade...

10/07/12

domingo, 1 de julho de 2012


Em.Dor.Fina



Desfizeram meu presente,
Desconsertaram meu passado
Mas não destruíram o futuro...
Desmancharam minhas dores,
Desencravaram meus espinhos
Mas não cicatrizaram as feridas...
Desajeitaram meus nortes
Desmistificaram as perguntas,
Mas não diminuíram minhas dúvidas
Distinguiram meu eu
Desestruturaram meus sentidos
Mas não calaram meu íntimo...
Desapegaram minhas essências
Desacordaram meus dilemas
Desvirtuaram meus sistemas
Mas se esqueceram de mim...
Desisti do meu fim...
Acreditei no meu fim...
E enfim...ele se fez...
01/07/12 

sábado, 30 de junho de 2012


Tal...vez



Talvez o amor seja apenas uma constante
falta de ar só de pensar em ouvir a voz
ou talvez seja uma palavra que fixa
em nossas cabeças como um nome simples que do nada
se faz quase tudo de tamanha importância.
Talvez o amor seja simplesmente uma escolha 
uma cruzadinha que nunca é completa,
uma encruzilhada ou um beco sem saída.
Talvez ele seja saudade, alívio, conforto,
talvez ele só seja impressão nas folhas em
branco que nos tornamos as vezes.
Pode ser que não exista...
Pode ser que nunca viva,
por mais vivo que pareça,
Pode ser que nunca mude,
pode ser só um olhar...
Pode ser um fruto da imaginação...
O amor pode ser tudo.
É!
Ele pode ser...



03/03/2012

terça-feira, 26 de junho de 2012

A boneca de pano caminha inocente entre as
páginas amareladas da revista em quadrinhos.
Conta a história com os pés que andam sempre
pra frente na busca do resto do fim.
Sacodindo a cabeça com a confusão dos olhos perdidos no papel da tirinha,
que dizia tudo o que a mente infantil poderia ler.
Os quadrinhos distraem e a bonequinha adormece sobre eles,
ela sonha.
No sonho,
ela é parte da história e logo descobre que pode brincar com os personagens,
ela corre,
salta,
sorri,
brinca,
descobre,
canta,
diverte-se como nunca.
A bonequinha não lembra de voltar ao início da história,
ela não gosta de retroceder as páginas,
anda sempre em frente,
e já não é mais bonequinha sem história,
ela mesma contou e se fez personagem do sonho de criança.

13/01/12