sexta-feira, 6 de abril de 2012



Como podemos não nos curvar diante não da realeza,
mas diante do amor que Ele nos doou?
Ele fora esfacelado, e cada flagelo uma dor, 
uma doença, um pecado.
De sangue e carne Ele é feito, 
sangue santo e carne pura.
Somos parte desse amor, frutos dele.
Mas o que O damos em retorno?
Será mesmo grande a nossa dor,
olhando agora para dor de Maria 
ao ver o rosto massacrado de Seu filho?
Será que fazemos por onde ter nossa Mãe 
silenciosa por nós?
Tantos serás, tantos porquês, 
como respondê-los?
Obedecendo e amando como Ele nos ordenou,
mas não amar pela ordem, mas amar por amor.
Quem dera tivesse sido eu digna de carregar a cruz de meu Senhor.
Quem dera fosse eu a carregá-Lo 
quando Ele já não conseguia mais andar.
Eu não posso andar nunca e Ele sempre me carrega,
Ele sempre nos carrega.
Quem dera fosse eu a carregar a cruz e o meu Amor!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Metalinguística de mim

Entre tudo que eu aprendi,
aprendi a ser intensa, metódica, detalhista.
Aprendi com meus poetas a ser em palavras escritas
o que não sei ser em palavras faladas.
Aprendi a inegável arte de descrever ,em formas e cores,
a essência do que é pra mim o amor
escondido nos parágrafos do meu texto.
Aprendi a ser, em comum acaso, eu.

                                                          04/04/12

quinta-feira, 8 de março de 2012

Anjo mulher




Marcada  pelas cicatrizes de ser quem é,
reconhecida em essência, pelas cores da foto polaroide.
Escolhida por Deus pra ser mãe, esposa, heroína todo dia.
Mulheres de fibra, de garras e língua afiadas.
Trabalhadoras, mantenedoras do lar. 
Anjo de asas marcadas pela dor da vida e pela dor do mundo.
Sensíveis às injustiças humanas, 
impenetráveis como rochas feridas, 
transparentes como água. 
Insatisfeitas de si, defeituosas de tamanha perfeição...
Inconsistentes, incoerentes, inversamente sentimentais,
Variadas, vaidosas, formosas...
Habituadas a ser tudo e nada ao mesmo tempo.
Inteligentes, criativas, instintivas...
Envergonhadas, tímidas, extravagantes, 
expressivas, estonteantes.
Beleza pela qual é impossível medir o tamanho.
Pureza produto de Deus que habita em cada anjo...
Anjo-mãe, anjo-mulher, anjo-presente, anjo-arma,
anjo-ser...
Anjo caído, mandada pelo Pai para ser... MULHER!

08/03/12

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Quem sou eu.
   


Descansar no colo cansado, ordenar a desordem dos pensamentos.
Os desvarios já não variam tanto nas imagens que a minha mente produz.
As correntes estão em funcionamento contínuo de tanto que os conformes
não se conformam com o fim da vida dos insólitos dias sem conclusão.
Os acordes da música desafinaram com a afinação da orquestra de mim.
Desbotaram todos os tecidos na nova pintura que se fez,
descoloriram meu cabelo tanto quanto desfizeram minhas certezas.
Mas tudo tem seu rumo e motivo de ser...
Deus jamais permitiria tanto se não fosse pra crescer,
desfazer pra tudo fazer melhor.
Desencontrei a linha de antes,
mas agulha já estava com uma linha nova pra tecer os novos laços.
Os cabelos apareceram de nova cor.
Os desvarios...
Ah!.. Esses ficaram na cabeça,
mas com o propósito de recomeço. 
E as certezas todas desfeitas se fazem aos poucos de um modo nunca antes imaginado.
Quem sou eu?
Estou descobrindo,
mas de uma coisa tenho certeza:
EU SOU O QUE DEUS PENSA DE MIM!
                                         (Santa Teresinha e eu...rs)

  01/02/12